3° ano - O terror...

... ou não!

Quando eu entrei na escola, pensei que estava fazendo isso para aprender alguma coisa, pra desenhar o meu futuro. Nunca fui a melhor aluna da sala, não escondo que quisera isso, mas sempre fui denominada a aluna “esforçada”. Não que isso me magoasse, eu gostava de ser assim... mas que fique claro, a melhor eu nunca fui.

Os anos se passavam, e os conteúdos se tornavam cada vez mais difíceis. Até o Ensino Fundamental, eu não tive nenhuma dificuldade extrema com nenhuma matéria. Mas quando eu terminei a 8° série é que começou o terror...

Primeiro porque eu tive que fazer uma prova para entrar numa escola federal, onde o ensino é melhor que nas escolas públicas convencionais... e para isso, na 8° série algumas vezes os professores davam enfoque em determinados conteúdos visando esta prova. Tudo bem, não foi errado da parte deles. O que importa é que um ano depois eu consegui adentrar uma escola federal, acreditando que seria um mar de rosas...

... mal sabia eu que rosas têm espinhos.

Desde o primeiro ano, já tirei as máscaras de muitas crenças que eu tinha. A primeira é que a gente entra na escola para fazer o futuro. Mentira. A gente entra na escola pra passar na faculdade. Tudo que você aprende ao longo da sua vida escolar, é exigido numa prova com mais ou menos 100 questões, que te podem frustrar para o resto da sua vida!!! É claro que no começo isso não é tão nítido...

No segundo ano os professores até são legais, mas sempre olhando para o próximo ano. Esse sim é o inferninho disfarçado. Eu jamais imaginei que o ultimo ano seria o pior de todos os demais. Não por causa do conteúdo, pois é o mais fácil dos três anos do Ensino Médio [exceto Física, para mim], mas pela pressão que tudo e todos impõem. Se você diz que faz terceiro ano, a primeira pergunta que vem é: “Vai passar no vestibular?”

E os professores ensinam matérias prováveis para a prova, os pais tentam de todas as formas incentivarem-nos aos estudos e por aí vai... é um saco, ou melhor...é um terror!!!

Talvez eu esteja associando essas infelicidades da escola com outras coisas infelizes que aconteceram esse ano... eu perdi praticamente todos os amigos, me tornei uma pessoa um tanto quanto séria, um tanto quanto determinista, um tanto quanto egoísta. É, deu pra perceber o quanto este ano está sendo frustrante pra mim. Bom, só queria dizer para os futuros “vestibulandos” que isso não é regra! Pode ser que isso só aconteça comigo...

... ou não.

 

Querer... e conseguir

Como eu estava sem inspiração, e como o blog do João me inspirou, é sobre o post dele que eu irei fazer o meu, usando a deixa de uma frase dele:

“jah pararam pra pensar?

quando queremos muito alguma coisa, mas quando queremos mesmo!
ai você consegue essa "coisa", fica um desanimo, tipo: ’não era o que eu esperava’ ou ‘eu esperava mais’! ”

É realmente, eu tenho que concordar. Já aconteceu comigo, e eu tenho certeza, com vocês também. O ser humano é um bicho que nunca tá satisfeito! Quando não tem nada, sonha em ter [e com razão]. Mas quando tem alguma coisa... quer mais!!! Nos temos uma mania de nascença, de tudo na vida ser fogo de palha. Isso vem da educação sabiam? Quando os pais fazem os filhos aprenderem o valor das coisas, esse tipo de situação jamais acontece. Com as devidas exceções, as pessoas gostam de lutar pelo que querem, gostam de sofrer por isso, mas quando conseguem... Arrumam outra coisa para se preocupar.

É como se tivessem escalado usando todas as forças uma determinada montanha, muito alta por sinal, e que ao chegar ao topo... Pulasse lá de cima pra subir de novo. A metáfora que eu faço aqui denota que todos os esforços foram em vão... Por que é essa sensação que se tem.

Querem um exemplo? Mulheres. Por muitas vezes vocês me verão falando das mulheres como se eu não fosse uma, mas dentre essas, eu sou uma exceção. Mulheres adoram pegar o cara errado pra torná-lo certo. Sofrem, choram tudo o que tem direito e o que não tem. Aquelas que atingem o topo da montanha se jogam, ou seja, terminam o relacionamento para procurar outro cara errado para ajeitar. As que não conseguiram... Estão tentando até hoje. Digam-me se não é verdade?

Outra coisa que explicaria isso é a mania de se apegar a alguma coisa. Então pensando por esse lado, ter algo pelo qual lutar é um motivo e tanto para mover a vida de alguém. E o fato de ganhar essa luta, pode significar o fim do sentido da vida... daí surge o sentimento de imprecisão, de insuficiência... então good bye para o que foi adquirido...  e here we go procurar outro motivo pra lutar.

Mas e aí? Qual seria o principal motivo para que não sermos satisfeitos com o que temos?

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